::Postado por
Má Oliveira
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MAR DA SAUDADE
Guida Linhares
- I Tempo -
Quando te sinto triste,
minha maior vontade,
seria estar ao teu lado,
para fazermos da nossa tristeza,
um pacote bem fechado,
jogado no mar da saudade.
Quando te percebo alegre,
um sol ilumina o meu dia,
E nele, descanso a alma,
porque nela entra a tua alegria.
Do cotidiano sem calma,
ela é o bálsamo que o suaviza.
Quando te vejo saudoso,
envolto em mil sentimentos,
gostaria que soubesses,
que de todos os lamentos,
o pior seria se sumisses,
levando contigo nossos momentos.
Quanto me percebo inquieta,
talvez quem sabe, pela distância,
lembro que nos propomos a uma meta,
mergulhando num oceano de ânsias,
em que juntos seguiremos uma reta,
em busca da almejada felicidade.
- II Tempo -
Tua partida trouxe muita tristeza.
Todo meu universo se abalou,
como uma avalanche de neve,
cascateando monte abaixo,
entre mil cristais de lágrimas.
Toda a alegria desapareceu
envolta em coloridas bolhas de sabão
espalhadas pelo vento da partida.
A luz da tua presença
que abraçava as horas benditas,
bruxuleou quando a contrariedade
fez calar todos os cânticos
que harmoniosamente entoávamos.
Assim, quando a saudade bate forte,
revejo nossos melhores momentos,
de um passado não tão remoto,
quando os sonhos eram comuns,
e a vida um transparente e plácido lago.
Hoje a inquietude veio me visitar,
por saber que te sentes solitário
neste canto, onde fechaste a porta
para que eu jamais em tempo algum,
volte a te encontrar de novo.
Que faço agora? Talvez neste
mar da saudade
eu possa mergulhar meu passado,
e esquecer que muito nos amamos,
e poder voltar à tona inteira,
com o coração renovado,
e o olhar focado no horizonte.
Santos/SP/Brasil
2005/2008
::Postado por
Má Oliveira
às
21h17
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Amanhecer poético
Guida Linhares
Ah! Poeta, o teu amanhecer me chama,
para juntos olharmos as flores do jardim.
Ao ler teus versos, minha alma em derrama,
custou a caber inteira dentro de mim.
Talvez seja um querer comum, a beleza
que envolve as criaturas que se afinam,
contemplando a exuberância da natureza,
em perfumes e cores que tanto fascinam.
Quem sabe o olhar do poeta mais aguçado,
deitando em versos, a emoção primaveril,
consiga rejuvenescer o coração machucado,
roçando nas palavras, tal qual um esmeril.
E nesta primavera renascendo forte o amor,
em seus cálidos contornos e sutís sensações,
seja a ternura suave como as pétalas de uma flor,
enternecendo a alma, na mais bela das estações.
::Postado por
Má Oliveira
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21h16
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