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Ai quem me dera...
Guida Linhares


Ai quem me dera
recolher  as estrelas,
casulo de quimeras
e sorrir ao vê-las

Ai quem me dera
passear nos campos
recolher as flores
ver mil pirilampos

Ai quem me dera
ter varinha mágica
evitar que a vida
não termine trágica

Ai quem me dera
ver notícias boas
que a felicidade
chega nas pessoas

Ai quem me dera
que todos vivessem
com tranquilidade
e sonhar pudessem

Ai quem me dera
que todos os sonhos
não fossem só quimeras
em carrosséis tristonhos

Ai quem me dera
que toda criança
recebesse o tudo
além da esperança

Ai quem me dera
o amor vicejando
em todas os lares
famílias se amando

Ai quem me dera
não ver nas ruas
molambos ambulantes
com suas almas nuas

Ai quem me dera
não sentir tristeza
a cada dia que passa
ao ver tanta baixeza

Ai quem me dera
que as consciências
despertassem o homem
de suas inconsequências

Ai quem me dera
que este tempo e espaço
não fosse só uma escola
pra acertar o passo

Ai quem me dera
não fosse utopia
que a paz reinasse,
no mundo em harmonia

Ai quem me dera
recolher estrelas
colocar ao colo
e sorrir ao vê-las

Santos/SP
02/03/07

::Postado por Má Oliveira às 15h46
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SERÁ TARDE DEMAIS?
Guida Linhares
  
Os anos passaram rápidos demais
e agora sou este bicho, um misto de animal e homem,
trazendo no peito um coração amante,
desejoso das mais profundas sensações,
desabrochadas em sentimentos
que vagam dispersos
entre as quimeras e os sonhos,
apenas e exclusivamente,
tendo como alvo maior,
reavivar a chama do amor e da paixão,
que ainda arde e queima
este pobre coração.
 
Já te vi passar...
linda com este andar malemolente,
entre curvas sinuosas e retas diretas,
que me levam a sonhar acordado,
como seria contigo deitado,
realizando fantasias
as mais deliciosas
que pode
conceber
a nossa imaginação,
quando estimulada em doce ação!
 
Fico te olhando de longe.
A minha timidez e receio,
são tão fortes como um freio,
que me impede a aproximação.
Mas quando meu olhar,
pousa em teu corpo de sedução,
esqueço tudo,
fico em um estranho transe,
misto de encantamento e puro tesão.
 
Então meu coração pergunta?
 
Será tarde demais?
 
Para que eu possa te estreitar em meus braços,
sentir-te em profundos beijos e fortes abraços,
percorrermos juntos todos os espaços,
formando assim deliciosos laços.
Será que ganharei estes sonhados espaços?
 
Pelo sim, pelo não...
continuo  com meus olhos famintos,
sorvendo meus licores de absinto,
tendo você na imaginação,
bela, carente, apaixonada,
desejosa de estar comigo,
vivendo a mais profunda emoção.
 
Santos/SP - 23/01/08 - 10:15 hs.

::Postado por Má Oliveira às 15h44
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MEDO DE AMAR
 Guida Linhares
  
Nunca tive medo de nada,
nem do escuro, nem do futuro,
nada me fazia tremer nas razões,
paralizar atitudes ou reações.
 
Até que voce apareceu na vida
e um estranho enfeitiçamento
apoderou-se de todo o meu ser,
que só tinha olhos p`ra te ver.
  
Mas tudo não passou de ilusão,
traiçoeira na calada da noite,
me mostrando a cara da verdade,
e custei a crer na infidelidade.
  
Mas se há pecados a serem pagos,
que sejam ainda nesta existência,
a vida sempre nos dá o aprendizado,
equilibrando a balança, nada fica de lado.
  
Se antes o medo não me paralizava
e não conhecia esse ambíguo sentimento,
agora cresce em meu peito esta defesa,
que está levando meu coração à frieza.
  
Medo de amar e de me entregar inteira
a um certo coração ainda que amoroso,
demonstrando carinho, afago e ternura.
Ainda assim, meu sentir está em clausura. 
  
Santos/SP - 02/02/07

::Postado por Má Oliveira às 15h44
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O DESTINO
Guida Linhares

Chegaste com o sol do verão
aquecendo todo o coração.
Mas em qualquer estação,
pareces sempre só emoção.

Trazias encantos poéticos,
e me pareceu seres bem ético,
teus versos não são quilométricos,
mas de grande valor estético.

Me fizeste olhar a linha do horizonte.
Ainda que eu quizesse olhar o ontem,
pegaste a minha mão e fomos à fonte,
que faz jorrar a água debaixo da ponte.

E ali mesmo sentados na grama,
contemplamos a natureza em sua gama
de cores e belezas em filigranas,
até ouvirmos o soar de campanas.

Então nos demos conta,
de que o amor só desponta,
a concretizar sonhos de monta,
quando o destino une as duas pontas.

Santos/SP - 28/02/07

::Postado por Má Oliveira às 15h41
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Te quero assim... 
   
Como a noite chegando cálida e quente,
abrigando nossos corpos madrugadores,
impregnados de saudades e mil desejos,
ávidos por toques, abraços e doces beijos.
 
Te quero assim... 
 
  Com a suavidade da seda em lençóis de luz,
cuja tessitura abriga um sôfrego coração,  
que continua batendo forte, procurando 
materializar seus mais profundos anseios.
 
Te quero assim...   
 
Com o perfume das mais singelas flores,
inebriando meus sentidos já encantados,
com a tua respiração e fala entrecortada,
revelando-se em tão deliciosas sensações.
 
Te quero assim... 
   
Amanhecendo preguiçoso, querendo carinho
deitando teu olhar na ternura do momento,
em que te olhas no meu espelho e encontras
aquele oásis de felicidade em sutil miragem.
 
Guida Linhares
 
21/01/08

::Postado por Má Oliveira às 15h40
::
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CONTO DE FADAS
Guida Linhares
  
O primeiro me chegou
com seus olhos de príncipe,
me pegou pela mão e me arrastou
ao som de tantas melodias,
por anos a fio.
Até que um dia,
sem que me desse conta,
do conto de fadas, um elo se partiu
e para sempre, ele se foi, sumiu!
 
O segundo me chegou,
parecendo tão amável;
recolheu meus cacos,
transformou-os em páginas alegres
de meu conto de fadas.
Era como uma brisa a
refrescar um coração atormentado.
Rápido veio, mas logo se foi, nem elo formou.
Do livro, as páginas arrancou.
 
O terceiro me chegou,
trazendo rosas brancas
ofertando-as com carinho,
de quem vem, mas ainda nem sabe,
se quer realmente ficar.
Talvez ainda hajam tantas incertezas,
que nem mesmo eu sei,
onde guardei meu conto de fadas.
Esqueci do livro,
em algum momento de forte crivo!
 
As chegadas da vida
sempre são surpresas que o tempo,
prepara cauteloso,
pois o coração humano,
sempre será uma caixinha de surpresas.
O encanto da vida
está em vivê-la com toda a sua plenitude,
e no livro de contos de fadas,
cada um escreve a sua estória,
de sonhos, esperança, fracassos e glórias.
 
Santos/SP - 10/06/07

::Postado por Má Oliveira às 15h39
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A canção que vem de você...
Guida Linhares


Não te conheço ainda,
siquer sei onde estás agora,
mas sinto que vai chegar a hora,
em que do "nada" tu surgirás...

E quando nossos olhos se encontrarem,
nem serão preciso palavras,
nos reconheceremos como almas gêmeas,
que se buscaram pelos tempos...

Ja te confundi ao longo da vida,
com outros olhos que me fitaram,
mas hoje vejo com clareza e convicção,
que ainda não te conheci...

Sei que existes em algum lugar do planeta,
sei também que a hora há de chegar,
seja daqui, da serra ou do mar,
tu chegarás com um sorriso...

E ouvirei a canção que vem de você..
da melodia que busca incessante por um amor
verdadeiro, sincero e leal,
que em cumplicidade caminhe junto....

E quanto isto acontecer,
nos reconheceremos de imediato,
nem será preciso que nos apresentem,
pois da eternidade somos velhos companheiros.

 R no farol da vida em comunhão,
viveremos num paraiso florido perto do mar,
numa morada iluminada pelo amor,
onde juntos colheremos a mais divina flor.


Santos, SP - 10/10/06

::Postado por Má Oliveira às 15h37
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Não ser poeta...
Guida Linhares
 
Não ser poeta...
não bordar palavras
em prosa e versos,
para deleite de outrem,
toda a gama de sentimentos.
 
Não se inspirar
com o amanhecer
a ponto de evocá-lo
em rimas capazes de
transmitir a sua beleza.
 
Encantar-se com a natureza,
mas não transformar
o encanto em palavras,
para que outro possa sentí-lo,
no mesmo matiz contemplado.
 
Não ter vazão para a angústia,
tristeza ou desencanto,
através da catarse poética,
que suaviza a caminhada,
onde espinhos ferem os pés.
 
Não ser poeta,
por ignorar que pode compor
lindos e significativos versos,
até que alguém o convide
a tentar a lira dos anjos.
 
Um dia a poesia me chamou;
deixei passar o momento;
anos mais tarde, novo aviso;
namoramos algum tempo;
agora respiramos juntas. 
 
Eu não era poeta,
a vida me ensinou. 
 
Santos/SP - 12/02/07

::Postado por Má Oliveira às 15h36
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Das Profundezas do Ser 
Guida Linhares
 
 
Quando duas mentes se harmonizam
em pensar uníssonos que se descobrem,
penetrado o olhar em universos paralelos,
os deuses conspiram, céu e mar se movem.
 
Quando dois corações se reconhecem,
a emoção toma conta e forte os enlaça.
É difícil conter a energia desprendida
 de cada fibra dos seres em divina graça.
 
Quando dois corpos se aproximam,
plenos de admiração, carinho e desejos,
envolvem-se numa sensação de intenso prazer,
dos mais sutís toques aos mais desejados beijos.
  
Quando duas almas se desvelam,
do nada chegando e o tudo buscando,
movendo-se em círculos de encantamento,
são como dois espelhos,nas profundezas tateando.

::Postado por Má Oliveira às 15h35
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Sem amor
a vida é nada!
Guida Linhares

 
Em tantas ânsias tão sonhadas
ardentes, partejadas  em madrugadas,
no fundo de nossas almas cansadas,
descansa a beleza das noites estreladas.

Em parto de luz, as mentes serenadas
invadindo o ocaso de vidas desencantadas,
em corpos que habitam as ilusões apagadas,
impregnam de anseios novos as alvoradas.

No aquecer das doces tentações sussurradas.
sentindo fluir um sem fim de carícias ousadas,
em celestiais melodias há tempos acarinhadas,
há um sutil despertar de paixões desveladas.

O inebriar do ser em tantas ternuras desejadas,
acendendo o fogo das excitações descontroladas,
e do sublime momento em corridas desvairadas,
pelas veredas, alça o voo da fênix ressuscitada.

Que chegando inteira na presença almejada,
diz muito da  ternura na alcova iluminada,
materializando sonhos de almas apaixonadas,
que compreendem que sem o amor, a vida é nada!

Santos/SP - 27/05/06

::Postado por Má Oliveira às 15h33
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QUERER-TE...
Guida Linhares

 
Querer-te ao meu lado, doce sonho
que a boca da noite faz renascer.
devorando as estrelas suponho,
te vejo entre elas, afoito a correr.
  
Procuras a lua no céu estrelado
e nela tu sabes que podes me achar.
Me banho de prata pra ti meu amado,
que trazes as flores do nosso sonhar.

Querer-te ao meu lado, doce desejo
que o tempo ligeiro vai perpetuar,
nascido de um fascinante enlevo
da minha alma desejosa de amar.
 
Teu querer me trouxe a serenidade
de juntos podermos enfim partilhar
os sonhares grávidos de felicidade,
que os corações estão a fecundar.

::Postado por Má Oliveira às 21h33
::
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Doce revelação
Guida Linhares
 
 
Um dia...
 
Surgido no acaso,
em doce revelação.
  
Os olhos se encontraram.
Os braços ávidos do abraço,
docemente se enlaçaram.
  
E na ternura antiga,
do gostoso encontro,
as ânsias se fundiram,
com emoção incontida.
  
A espera do momento,
tão impossível e desejado,
se fez ao longo do tempo,
em que cada nó foi desatado!
  
Nas falas entrecortadas,
mil palavras a serem ditas!
Teus olhos descobertos,
tua face querida!
  
Descobri em meus elos,
que tu eras a minha vida!
 
E que só te conhecia,
pelos versos singelos,
que me fizestes um dia...
 
surgido no acaso,
em doce revelação.
 

::Postado por Má Oliveira às 21h33
::
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Queria ser Poesia...
Guida Linhares
 
Queria ser Poesia...
vestir-me de singelos versos,
semeando a genuína alegria.
 
Germinar esperanças,
nutrir os afetos verdadeiros,
brincando igual às crianças.
 
Plantar belos sonhos,
realizar os anseios de todos,
fazer os dias mais risonhos.
 
Palavras entrelaçar,
tendo por caminho a felicidade;
tão perto, que tuas mãos irão me alcançar.
 
Santos/SP - 29/12/07

::Postado por Má Oliveira às 21h32
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SOU QUASE HUMANA
Guida Linhares
 
 
Rascunho quase perfeito,
nasci do ventre da terra.

Finquei raízes em solo duro,
atravessando as camadas.

Deitei ramos tenros e fortes
entrelaçados em luta solar.

Floresci em delicadas pétalas,
ávidas pela contemplação.

Engravidei e gestei maças;
em seu miolo coloquei estrelas.

Quando os homens
comerem dos meus frutos,
crocantes e adocicados,
sentir-se-ão saciados.

No início dos tempos,
vivi num imenso Paraíso,
onde  fui usada,
como um instrumento da vontade
do meu Supremo Criador.

Assim acabei me tornando,
um símbolo da cristandade,
Bem e Mal entrelaçados,
em mundano pecado dos homens.

Contudo, na Ciência da modernidade,
as pesquisas concluíram,
que em cada célula do meu fruto,
contém o mesmo, perfeito.

Às vezes penso,
que sou quase humana,
porque me sinto importante!

Já sabes que eu sou...uma velha  macieira;
prestes a voltar  ao ventre da terra,
dentro do ciclo da vida.
 
Santos/SP - 11/09/07
 

::Postado por Má Oliveira às 21h30
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Da Arte de Ser Feliz
Guida Linhares
 
 
Vinha eu descendo a ladeira
apreciando as flores
e de repente encontrei um menino
perdido entre os amores.
 
Perguntei a ele
porque estava tão triste?
Ele então me disse que estava
cansado de amargar a vida.
 
- Ah, bem respondi... 
- É verdade, disto ninguem gosta
mas pense bem, amorzinho
se a vida não te amargar algumas vezes,
como saberás que és feliz
quando ela te encontrar?
 
- Ela? Disse ele estranhando.
- Ela quem? perguntou de novo.
- A Felicidade, meu anjo,
aquela que todos nós procuramos e
nunca está onde supomos
e ele me disse:
- Já ouvi isso minha senhora,
mas também ouvi que às vezes
está ao nosso lado e não a enxergamos.
 
- Sim meu doce amiguinho,
às vezes não damos o devido valor,
ou
até mesmo não encontramos respostas
que nos levem a considerar
que realmente somos felizes
do jeitinho que estamos. 
 
- Porisso mesmo, é que precisamos da
vida aprender o amargo, o fel
para que possamos discernir quando
a felicidade é nossa
ou apenas é um reflexo na água
e por nos acostumarmos tanto ao reflexo,
pensamos que  somos felizes
e nos contentamos com tudo,
e até choramos muito
se o reflexo nos for arrancado.
 
- Mas eis que de  repente
meu menino esperto,
chega um estrangeiro e nos acena
não com reflexos, mas com certezas,
com a concretude de sentimentos
e a materialização de lindos pensamentos.
 
- E então meu caro amiguinho,
por termos chorado muito e
amargado longas horas de angústia,
conseguimos enxergar que
a felicidade encontra-se no bem querer,
na ternura e no carinho manifestados,
e não numa ilusão enganadora  e cômoda.
 
- Então minha senhora,
quando o passado amoroso foi uma miragem
o que reservará o futuro?
 
- Ah, meu lindo, para o futuro a esperança
de um novo horizonte a despontar a cada dia,
repleto de renovadas alegrias,
a fluir como as águas do rio
que  nunca passam duas vezes no mesmo lugar,
e serpenteiam à procura do mar imenso
da plenitude do viver. 
 
Lá se foi o menino com seu livro debaixo do braço,
onde pude ler,
 enquanto conversava com ele, o seguinte título
 
"Da arte de ser feliz"
 
 
Santos, 23/02/06

::Postado por Má Oliveira às 21h29
::
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